sábado, 18 de agosto de 2012

Piropos e Insultos Gastronómicos

Esta categoria foi especialmente criada para postar alguns insultos e piropos a que achamos, moderadamente, piada.

Os baratos leitores (pois não têm dado despesa por enquanto) ficam devidamente informados e avisados que esta publicação é da exclusiva responsabilidade dos intrevenientes, não tendo o "Blogger" (a minha pessoa) qualquer responsabilidade.

  1. "Oitenta por cento de água e eu com tanta sede". Categoria piropo.  Diz-se quando vimos uma pessoa muito bonita e temos aquele pensamento "é areia demais para o meu camiãozinho".
  2. "Hoje vens vestido como se fosses para um funeral. Na qualidade de defunto". Categoria insulto cómico.

Dia Um

O dia acordou cinzento e calmo. O que para alguns seria um dia triste de Agosto, para mim é apenas um dia em que o céu pensa no seu verdadeiro eu e o calor cansou-se de ser predominante.

Através dos cortinados, que voam incessantemente com a aragem fria e húmida, sinto a luz do sol penetrar por entre nuvens cinzentas. Prenuncio de chuva? Prenuncio de calor? Ou apenas um dia em que não fará nem um nem outro, em que sol e nuvens se revezarão no céu de Lisboa, e talvez também  no meu espírito.

Um dia que faz recordar outros dias: o dia em que o céu também chorou por mim, o dia em que a praia ficou calma, o dia o mundo tal como eu o conhecia findou.

Cheira a terra molhada! Lembro-me da primeira vez que o senti. Foi como um esvaziar e um reenchimento de mim mesmo. O calor mas ao mesmo tempo fresco, o doce mas leve desse cheiro ainda hoje provoca em mim o mesmo de outrora, o mesmo que a primeira vez.

O nevoeiro que me envolve tomando o meu corpo e a minha alma, levando-os a viajar até um tempo em que as primeiras chuvas traziam os primeiros bolinhos da avó, com aquele cheiro doce, aconchegante, reconfortante e convidativo que tomava a casa por inteiro. Onde, a lareira era o centro de encontro de todos os que tinham andado perdidos. Aquele espaço de encontro e reencontro, das histórias fantásticas e emocionantes do Avô, em que ele era sempre o herói de um feito supra-humano. Do futuro pensado só com base nos meus sonhos de neto, sentado no colo do meu avô.

Este dia em que o sol e as nuvens, a terra e o mar, eu e a cidade se fundiram para criar o novo mundo à luz dos meus olhos.

domingo, 22 de julho de 2012

Analogias Gastronómicas, O Princípio...

Este blogue vem no seguimento de várias conversas com amigos sobre os mais variados temas da actualidade quotidiana de um Advogado Estagiário.

Os meus amigos já há algum tempo vinham desconfiando mas, foi durante um almoço que tiveram uma epifania colectiva. "Ao fim e ao resto - dizem eles - tu fazes analogias com comida, sobre tudo"

Mais tarde, nesse dia de Verão, à saída do escritório, em conversa sobre nada em concreto e coisa-nenhuma na generalidade, que este titulo surgiu nas nossas cabeças como um "plim" do micro-ondas.

E, cá está a refeição, este blogue.

Prometo servir pratos variados, com boa apresentação e que façam salivar todos os seguidores:)

E tudo nasceu com:

"- Não te fartas de almoçar sempre a mesma coisa?

- Não! - Respondo. - Tens namorado? - Contra-argumento.

- Sim!

- E não te fartas de comer sempre a mesma coisa?"